sexta-feira, dezembro 14, 2007

Dragoeiros em Almada e Seixal

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Flamingos em Corroios

Flamingos em Corroios

Desde 1999 que, com alguma regularidade,nos visitam anualmente, durante a estação invernosa, populações de flamingos que aqui procuram repouso e alimento.
Neste mês de Dezembro de 2007, encontram-se no Sapal de Corroios mais de uma centena de Flamingos. Normalmente durante a preia-mar frequentam a zona da Ponta do Mato e na baixa-mar as imediações do moinho de maré.
Um património que nos orgulha e que temos o dever de defender e preservar.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços

Fundada em 1898, finais do séc. XIX, com o nome de Fábrica da Companhia Africana da Pólvora, tinha nesse tempo recuado o objectivo de fabricar pólvora negra para Angola.
Pertencente de 1922 a 2001 à família Camello, encontra-se actualmente desactivada e na expectativa de ser musealizada.
Com um conjunto de maquinismos que remontam ao início do séc. XX, onde se inclui a sua máquina a vapor com uma potência de 125 cavalos, esta antiga unidade fabril constitui o mais importante testemunho da arqueologia industrial relativo à freguesia de Corroios.

Antiga Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços, que funcionou de 1898 a 2001

segunda-feira, novembro 26, 2007

Pequeno historial da Quinta da Água em Corroios, local onde foi edificada a Secundária João de Barros

O espaço rural onde foi construída a nossa escola (Quinta da Água) pertenceu durante longo tempo aos frades do convento do Carmo de Lisboa. Mais tarde no século XIX, foi a mesma aquirida por António Gomes Correia. Já no princípio do século XX a Quinta foi comprada pela família Saraiva de Carvalho que a manteve até aos anos setenta.
Durante muitos séculos este espaço agrícola produziu das melhores frutas e produtos hortícolas da freguesia de Corroios. Com abundância de água, (o que está na origem de seu nome) três poços, aeromotor e tanque de rega, tinha facilitada a irrigação das suas culturas.
No seu lagar e adega produzia-se bom de vinho e na sua vacaria apreciável quantidade de leite.
Em 1986, quando da construção da Esc. Sec. João de Barros a velha quinta transformou-se num espaço de aprendizagem e parte dos seus espaços agrícolas em zonas ajardinadas

Quinta da Água, o espaço rural onde foi construída a nossa Escola

terça-feira, novembro 20, 2007

Marcos históricos colocados na Esc. Sec. João de Barros

No âmbito da sua Área de Projecto, os alunos da Turma 7ºA da Escola Secundária João de Barros, dinamizados pelo seu prof. Manuel Lima, têm executado, no recinto da Escola, um conjunto de trabalhos relacionados com a colocação de oito marcos históricos, que, ao longo dos anos, foram sendo recolhidos no território da Freguesia de Corroios.

Estes marcos de divisão de propriedade, pertencentes a quatro Conventos Religiosos e a quatro Casas Senhoriais, que nesta região de Corroios tiveram quintas, possuem idades seculares e grande valor patrimonial, transmitindo à Escola um carácter museulógico e de integração no meio.

Marcos históricos da Esc. Sec. João de Barros

Manuel Lima, o autor deste Blog em trabalho de campo

quinta-feira, novembro 15, 2007

A vegetação do Sapal de Corroios

A vegetação halófita do salgado de Corroios

Num substrato de componente lodo-argilosa e com alto grau de salinidade, devido à influência das marés, o salgado de Corroios exibe uma cobertura vegetal, muito característica, constituída por espécies halófitas.

Estes vegetais de porte herbáceo e arbustivo, preparados para resistirem aos excessos de sal existentes no biótopo, têm nomes bem elucidativos das características do ecossistema onde subsistem. Estão neste caso o malmequer-do-mar, a campana-da-praia, o junco-marítimo, a salgadeira, a salsola ou a salicornia.

Nas dunas e praias fluviais existe uma vegetação psamófila associada a terrenos arenosos e sujeitos à salsugem das brisas marítimas.

quarta-feira, novembro 14, 2007

As aves ribeirinhas do Esteiro de Corroios

Aves ribeirinhas do Sapal de Corroios

No ambiente estuarino do Sapal de Corroios podemos encontrar mais de duas dezenas de espécies de aves aquáticas, onde se incluem flamingos, garças-reais, garças-brancas, corvos-marinhos, alfaiates, pernilongos, pernas-vermelhas, maçaricos, pilritos, tarambolas, rolas-do-mar, galinhas-de-água, patos-reais, mergulhões, gaivotas, guinchos, andorinhas-do-mar e borrelhos.

Muitas destas aves são migradoras, maioritariamente invernantes, embora algumas estivais.

Durante os meses de inverno procuram abrigo e alimento no Sapal de Corroios largos milhares de aves, constituindo o mesmo, um verdadeiro santuário ornitológico. Entre as aves que nidificam localmente citam-se o pato-real, a galinha-de-água, o pernilongo e o rouxinol-dos- caniços.

O Moinho de Maré de Corroios

O Moinho de Maré de Corroios

O Moinho de Maré de Corroios, ex-líbris da freguesia, foi mandado construir em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, tendo sido doado pelo condestável, logo em 1404, ao convento do Carmo.

Propriedade dos Carmelitas até 1834, ano da extinção das ordens religiosas, comprado em meados do século XIX por Domingos Afonso e hoje propriedade municipal, conta com mais de seiscentos anos de história.

Apresentação do Blog

Este Blog está a ser construído pelo professor Manuel Lima, efectivo na Escola Secundária João de Barros e tem por objectivo contribuir para o conhecimento, valorização e divulgação do Património Histórico e Natural da Freguesia de Corroios.
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Os textos e a maior parte das imagens que aqui podem ser consultadas são da autoria do referido docente, que há mais de trinta anos vem efectuando um trabalho de pesquisa e de investigação na área geográfica do concelho do Seixal.